Docente: Márcio Seligmann

Sigla e Nome da Disciplina: “Apagamentos: Genocídios, Negacionismos, Memoricídios e Contra-memórias”

2º SEMESTRE DE 2020

Dia e horário – Quinta-Feira, 9-13 hs

 

Ementa e Programa:

O curso “Apagamentos: Genocídios, Negacionismos, Memoricídios e Contra-memórias” visa apresentar e refletir criticamente acerca da lógica do apagamento inerente à história construída segundo os modelos historicista e colonialista na sua cumplicidade com práticas genocidas. A história retratada como linear e ascendente, processo natural de formação e “amadurecimento” ou seja, a história falocêntrica, colonial, racista que impede a inscrição das histórias e memórias das violências que sustentam esse percurso, tem como contraponto as inúmeras e resistentes inscrições de contra-memórias, sejam elas orais, artísticas ou decantadas nos mais variados suportes. Outros modelos de memória, não logo- e eurocêntricos, apresentam a música, a dança, o corpo e seus adornos, como formas de inscrição da memória e, ao contrário do dispositivo colonial, propõem uma visão de mundo oposta ao ecocídio e ao especismo. No curso veremos: 1) a crítica ao modelo historicista de historiografia e à sua prática de apagamento e negacionismo da história da violência, das resistências, dos sonhos e das utopias; 2) a crítica ao modelo colonial e ao dispositivo colonial que atuam até hoje de modo poderoso no desenho de nossa autoimagem; 3) teoria da arte e da literatura como contraescrituras mnemônicas críticas calcadas em práticas testemunhais; 4) o caso das práticas revisionistas e negacionistas da história da ditadura brasileira de 1964-1985 e sua contraescritura; 5) arte e literaturas negras no Brasil como resistência ao dispositivo colonial genocida hoje; 6) as novas expressões e as novas vozes ameríndias no Brasil como resistência às atuais práticas genocidas e ecocídas.

Aceito estudantes especiais.

 

Bibliografia:

 

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SELIGMANN-SILVA, Márcio. “Nova arte da memória no Brasil”, in: Svenja Blanke; Sabine Kurtenbach (orgs.), Violencia y desigualdad: ADLAF Congreso 2016. Prólogo de José Mujica. – 1a ed . - Ciudad Autónoma de Buenos Aires: Nueva Sociedad: Friedrich-Ebert-Stiftung: ADLAF, 2017. Pp. 99-113.

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SELIGMANN-SILVA, Márcio. Construir paraquedas coloridos? Corona e os sonhos para além do apocalipse e da redenção. In: Arte!Brasileiros, 01/05/2020, https://artebrasileiros.com.br/opiniao/construir-paraquedas-coloridos-corona-e-os-sonhos-para-alem-do-apocalipse-e-da-redencao/

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Cronograma das aulas:

 

  1. 17/09 - Apresentação do curso. Crítica ao Historicismo e ao modelo colonial da “formação da nação”: Introdução a Sobre o conceito de história de Walter Benjamin, tradução Márcio Seligmann-Silva e Adalberto Müller, São Paulo: Alameda, 2020.
  2. 24/09 – Crítica do Historicismo II e a questão da verdade e da mentira do ponto de vista político. - Continuação da análise do volume Sobre o conceito de história de Walter Benjamin e discussão do texto de Hannah Arendt: “Verdade e política”, in: H. ArendtEntre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1982, pp. 282-325.
  3. 01/10 – Crítica do Historicismo e a Crítica Pós-colonial: Dipesh ChakrabartyProvincializing Europe: Postcolonial Thought and Historical Difference. Princeton University Press, 2007, Introdução + capítulos I e II (início a p. 71)
  4. 08/10 – Ainda a crítica ao Historicismo e o ponto de vista pós-colonial: Chakrabarty, Dipesh. Provincializing Europe: Postcolonial Thought and Historical Difference. Princeton University Press, 2007, capítulos III e IV e Epílogo (p. 72-116, 237-256)
  5. 15/10 – História do pós-colonial I: Achille MbembeSair da Grande Noite. Ensaio sobre a África descolonizada, Petrópolis: Vozes, 2019, início a p. 95.
  6. 22/10 - História do pós-colonial II: Achille MbembeSair da Grande Noite. Ensaio sobre a África descolonizada, Petrópolis: Vozes, 2019, p. 96-174.
  7. 29/10 – Crítica da razão negra: Achille MbembeCrítica da Razão negra. Tradução Marta Lança, Lisboa: Antígona Editores Refractários, 2a edição, 2017, início- p. 137.
  8. 05/11 – Contra o apagamento das mulheres Negras – O Feminismo decolonial: Grada KILOMBAPlantation Memories. Episodes of Everyday Racism, Münster: Unrast-Verlag, 5. edição, 2019 /Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
  9. 12/11 – Reescrevendo as linhas tortas da história: Itamar Vieira JuniorTorto Arado, São Paulo: Todavia, 2020. + Rosana Paulino: a costura da memória, curadoria Valéria Piccoli, Pedro Neri, textos Juliana Ribeiro da Silva Bevilaqua, Fabiana Lopes, Adriano Dolci Palma, São Paulo: Pinacoteca de São Paulo, 2018.
  10. 19/11 – A necessidade de se inscrever a história da ditadura de 1964-1985. Bernardo KucinskiK. – Relato de uma busca. São Paulo: Cosac Naify, 2014. 
  11. 26/11 – O apagado e não elaborado pela história e pela sociedade retorna como um fantasma: Bernardo KucinskiA nova Ordem, São Paulo: alameda, 2019.
  12. 03/12 – A longa duração da catástrofe – genocídio indígena e resistência: Davi KOPENAWA, Bruce ALBERTA queda do céu. Palavras de um xamã yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 221-290.
  13. 10/12 – Reinventar o mundo com a imaginação indígena: Ailton KRENAKIdeias para adiar o fim do mundo, São Paulo: Companhia das letras, 2019. E Ailton KRENAKO amanhã não está à venda. São Paulo: Companhia das Letras2020, versão Kindle.
  14. 17/12 – Para além do apagamento de Gaia - Déborah Danowski e Eduardo Viveiros de CastroHá um mundo por vir? Ensaios sobre os medos e os fins, Desterro: Cultura e Barbárie/ ISA, 2017.
  15. – Avaliação /Trabalho

 

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